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Colunistas Amor

O Baby Beef da Vida: qual é o teu?

30/10/2021 02h40
Por: Redação
O Baby Beef da Vida: qual é o teu?

Parafraseando o Professor Clóvis de Barros Filho o qual admiro muito, o professor faz menção em parte de suas palestras ao que seria o grande filé mignon da vida do Ser Humano. Fazendo as palavras dele minhas, trago aqui minha versão interpretada e entendida ao que penso na verdade ser o baby beef da vida. 

Somente consegui concordar com ele de imediato quando o tema é descobrir o melhor que há para degustar da vida: só poderia ser o amor. Resta saber qual tipo de amor queremos dar e receber daqueles que nos circundam. 

Para algumas pessoas uma mini refeição seguida de um jejum ao longo do dia parece ser o suficiente para sentir-se alimentado e, por que não satisfeito? Para outras, é necessária uma distribuição por igual das refeições, incluindo inclusive, além das 3 refeições (café, almoço e jantar), o chá da tarde e o leite com bolachas ou uma sopa antes de deitar. 

Conheço pessoas também que vivem na dieta low carb e, quando se dão ao trabalho de comer o tal filé mignon ou o baby beef da vida, sentem-se culpadas e regurgitam tudo de volta. Há os veganos, os ultra-veganos e há os lonely people, como já me lembra aquela canção dos Beatles – chamaria estes de esfomeados, miseráveis.

Mas, miserável é aquele que tem um prato farto de comida à mesa e zero companhia para dar boas risadas em meio à um início de noite de terça-feira? Para alguns, creio que sim. Para outros não. 

Isso me lembrou também daquele filme Espanhol “O poço”, exposto na plataforma da Netflix, do diretor espanhol Galder GazteluUrrutia, em que o protagonista se submetia a um famoso processo de life coach para entender e ter empatia ao próximo (o que o levou a tornar-se prisioneiro ao longo do suposto experimento). O programa se baseava na teoria filosófica do banquete de Platão (ao meu ver). Banquete este que à mesa posta só restavam aos que estavam nos andares inferiores restos ou lembranças do que poderia ser uma refeição ou ainda uma refeição partilhada com outro Ser Humano. 

A verdade é que sendo esse banquete uma alusão ao Platão, seja esse banquete uma lembrança dos almoços mais afetuosos que você já pode ter tido literalmente falando ou em termos de relações consigo e com o outro, pense bem se o seu prato será raso ou será fundo.

Pois de espetinho em espetinho, de picadinho em picadinho, poderá ficar bem temperada ou sem sal a sua comida, digo, a sua vida.

Desejo um excelente feriado e, deixo aqui minhas reflexões ao que pode de fato representar para mim o grande filé mignon da vida e o baby beef do meu viver. 

Abraços afetuosos e até a próxima!

Reflexões do Pensar Alto (Diário Reflexivo)

Eis aqui as classificações citadas pelo professor e, que em minhas buscas encontrei a síntese possível: 

Amor agápe: ágape é uma palavra grega e significa amor. Então, a definição para amor ágape é aquele amor que não pensa somente em si, mas pensa no outro. O amor ágape se preocupa com o bem maior. Ele pode ser visto no amor incondicional e em outros tipos de amores. O amor incondicional é aquele amor que não tem fim. É um amor genuíno, a pessoa ama porque ama sem esperar nada em troca.

O amor incondicional tem como característica o amor que não depende do outro para acontecer. Neste tipo de amor, não existe cobrança, ego. É altruísta, isto quer dizer que, ao sentir esse tipo de amor, não é possível sentir egoísmo. O sentimento no amor incondicional não pode ser limitado e nem medido, ele é sentido de forma ilimitada, plena, integral. No amor incondicional, o amor ágape é visto como aquele que se entrega completamente e incondicionalmente, sem pedir nada em troca.

Amor eros ou ludus: Eros está ligado à paixão, ao desejo. Tudo que advém do coração se torna válido e especial. A razão fica em segundo plano e dá espaço somente à emoção.

Tanto que Eros é um dos quatro termos greco-cristãos que significam “amor”. Eros é tão do amor que, na Grécia, ele era visto como cupido que atirava flechas nas pessoas para se apaixonarem e se atraírem. Aqui é interessante tomar certo cuidado, pois ou esse amor desaparece como o vento ou então ele cresce para um amor Eros ou Philia.

Amor Philia (em grego: φιλíα; romaniz.: philia, filia) retirado do tratado de Ética a Nicômaco de Aristóteles, o termo é traduzido geralmente como "amizade", e às vezes também como "amor". Embora de fato o uso deste termo é muito mais amplo do que o primeiro. 

Viver pelo outro.

Viver por si.

Viver enquanto se pode com o outro.

O que você escolhe?

E, para ti, qual é o baby beef da vida?

Referências:

Trailer do filme O Poço: https://www.youtube.com/watch?v=LBmoEw

PXQw0

O Banquete, de Platão: O Banquete - obra de Platão - InfoEscola

Bárbara é Professora Universitária, Proprietária Criativa da iniciativa Casa da Tradução, Membro do Observatório de Pesquisa da USCS e Autora da Série de Livros Meu Diário pela Editora Fábrica dos Livros.

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Bárbara Soares
Sobre Bárbara Soares
Bárbara Soares é Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUCSP, Tradutora na Casa da Tradução, Autora da Série de Livros Meu Diário e Professora. @casadatraducaooficial / @barbara.ss1
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