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Colunistas Bárbara Soares

CALEIDOSCOPIO

Incertezas: Pedaços de surpresa

18/09/2021 17h04
Por: Redação
Bárbara
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Por Bárbara Soares

Foi depois de muito repensar rumos profissionais que me conectei a duas experiências marcantes: a herança de falar francês (o que hoje me gera renda como tradutora) e participar de eventos globais graças ao amor pelos idiomas. 

Há histórias que te curam? 

Quando menina, adorava passear de patins aos domingos em um antigo pátio da minha cidade natal, em Ribeirão Pires (SP). Minha mãe orientava a mim, minha irmã e mais minha tia que tinha a idade parecida com a nossa enquanto perambulávamos nos patins ainda de quatro rodas (aqueles estilos do Carrefour). 

Eu já estava em 2012 trabalhando em multinacionais desde meus 17 anos (quando emancipar-se era denotativo e não conotativo), mas sentia que precisava fazer algo com propósito. A partir desse processo profundo e contínuo de autoconhecimento, cheguei à conclusão que precisava estar em um pátio novamente. Mais do que buscar melhores formas de deixar minha rotina bonita novamente, o processo resgata a ancestralidade nossa de cada dia. 

Hoje leciono no ensino superior e me dedico a traduzir textos, versar pessoas conversando, traduzir mundos. Para mim tudo isto traz à tona os momentos em que eu livremente corria de patins na infância. Uma sensação de restaurar a infância.  

Ocorre que, são muitas as memórias bonitas da infância e eu preciso constantemente resgatar as histórias que curam as feridinhas do dia-a-dia. Feridas estas que contam tanto sobre nós e que funcionam como uma grande força motriz para avançarmos rumo às transformações que nos tirem da possibilidade de estado terminal. 

No tempo da delicadeza

Quando menciono as feridas dos dias, tenho certeza que você passou ou perpassa por elas, certo? As vezes vivemos as superfícies tão intensamente que esquecemos do poder de estar vulnerável. Para mim estar vulnerável é de certa forma deixar-se ser mais inocente com a vida. É importa-se com o que importa de verdade: os afetos. O autor de 44 livros, Bertrand Brasil fala em sua mais recente obra que: Família é Tudo (em seu título, aliás) e, sugere: “Escrever é passar a voz a limpo”.

Pois bem, a cada vez que venho aqui, vencer mais um diagnóstico das feridas a olho nu ou àquelas não a tão olho nu assim, me dou conta que minha relação com a palavra é a minha relação familiar: um amor incondicional e algo que costura e coloca um botão bonito em mim. 

Assim, creio que histórias curam muito além dos usos tópicos tradicionais. Sendo um remédio ou não vendido nas farmácias, por favor, caro leitor, neste dia, alugue seus ouvidos, ouça uma boa história e permita que seu coração seja preenchido por pedaços saudáveis de surpresas que a vida está afoita por te oferecer.

Não adie seus afetos. Não adie desencontros. Abrace-os e não negue o privilégio de ser você. 

Um setembro cheio de respostas para você que me lê hoje. Abraços! 

 

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Bárbara Soares
Sobre Bárbara Soares
Bárbara Soares é Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUCSP, Tradutora na Casa da Tradução, Autora da Série de Livros Meu Diário e Professora. @casadatraducaooficial / @barbara.ss1
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