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Do simbólico ao ato: a caminhada de Nikolas

Por: Redação
31/01/2026 às 19h58
Do simbólico ao ato: a caminhada de Nikolas

Adrilles Jorge (União Brasil)

Chegar a algum lugar é o caminho humano. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e todos aqueles que ele mobilizou com sua caminhada de Minas Gerais à Brasília-DF fizeram com que o Brasil despertasse de uma letargia, de uma paralisia gerada por medo e cansaço. Medo e cansaço patrocinados pela imposição de uma ditadura corrupta do Judiciário e pelos erros da oposição que apostou num "diálogo civilizado" contra um poder descaradamente tirano.

Identificado o problema e uma possível reação ao mesmo, a caminhada de Nikolas mobilizou paixões e esperanças numa população cética, adormecida e exausta. Neste ponto, chegamos a um tipo de possível ressurreição das manifestações populares no Brasil.

Algum crítico pode dizer que a pauta de Nikolas e de seus caminhantes era genérica. Mas o problema do Brasil é, sim, genérico e abarca todas as estruturas de poder e instituições. Há, porém, uma origem identificável: um Supremo Tribunal Federal (STF) que persegue e arruina pessoas e impõe medo e autocensura; uma Alta Corte tomada por suspeitas que reconduziu um condenado por corrupção ao poder, enquanto mobilizava estruturas, inclusive financeiras, e calava, por ameaça, quase todo o potencial de oposição, ou mesmo de contestação da existência de um tempo ditatorial. 

O ponto de chegada da iniciativa de Nikolas: mobilização e ação popular. O ponto de uma nova partida: manifestações populares com pauta objetiva.

O simbólico foi conseguido e construído: Nikolas, um jovem político passional e cristão, fez uma símile da caminhada de Abraão com o povo judeu em busca da terra prometida. A população brasileira, assim como os judeus na Bíblia, é massacrada por séculos de opressão e de exploração, e busca - sobretudo, agora, em face de uma brutal ditadura do Judiciário - sua terra prometida de reconstrução de liberdade e de real Democracia.

Nikolas operou perfeitamente este campo simbólico. Falta, agora, o plano real, objetivo. A pauta tem de ser clara e simples - e está bem simples e clara neste reinício de caminhada: Impeachment de ministro autocrata e envolto em escândalo de corrupção. Manifestações pelo Impeachment de Dias Toffoli e de Alexandre de Moraes. Não há nem mais impeditivo sobre questões de autoritarismo que se imponha. É um consenso que o envolvimento deles em negociatas com banqueiro corrupto é algo inadmissível para toda a nação e Imprensa. Os dois ministros sendo expurgados do poder é um freio de arrumação para o autoritarismo e o desmando dos demais.

Mais: o elo entre ditadura e corrupção é inevitável diante de uma forçação de mea culpa da grande mídia, que o tempo todo endossou atos e desmandos de todos os ministros do STF.

A conclusão lógica é a de que a corrupção impune dos ministros da mais Alta Corte do País é fruto natural da ditadura do Judiciário, que impôs tal imunidade aos próprios magistrados. Todas as reformas poderão vir daí.

Há de se fazer barulho por isso. É preciso de gente na rua, clamando aos ouvidos de senadores pela deposição e punição de ministros tiranos e corruptos. Mobilização popular em massa acompanhada de endosso dos veículos de Comunicação é um convencimento fatal até para parlamentares do Centrão. Não dá mais para transigir com desmandos e tiranias e apostar em diálogo formal.

Nikolas, hoje o maior líder da Direita livre do Brasil, tem o poder de mobilização. Ele pode e sabe que pode fazer: alinhar um discurso incisivo contra o STF e que una as massas, lideranças políticas - tímidas e amedrontadas - e até mesmo uma enorme fatia da grande Imprensa escandalizada com a podridão da República originada pela ditadura do Judiciário.

O simbólico foi conquistado. As massas foram acordadas. Agora, é despertar as ações que podem fazer o Brasil caminhar - objetivamente - para uma possível libertação.

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