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1998 não foi o dia de Ronaldo: foi o erro de quem escolheu mal

Por: Redação
13/01/2026 às 15h17
1998 não foi o dia de Ronaldo: foi o erro de quem escolheu mal

O ano era 1998. O Brasil havia acabado de conquistar a Copa do Mundo de 1994 e chegava ao novo Mundial com uma grande seleção. No entanto, nada como o tempo para se encarregar de ampliar nossa visão sobre as coisas.

Certas questões só conseguimos analisar melhor depois que o tempo passa: por que Van Gogh não foi reconhecido em vida? Por que Kafka, um gênio literário, também não foi? Será que só eu não compreendi 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick? Hieronymus Bosch realmente existiu? Dentre tantos questionamentos possíveis, escolhi um que considero mais tranquilo de responder: por que a Seleção Brasileira não foi campeã em 1998?

O time base até era bom. Não me lembro de todos os nomes — e confesso que estou com preguiça de ir pesquisar —, mas acredito que cometemos um erro crasso, que acabaria nos levando à derrota.

Crasso foi um general romano que compôs o Primeiro Triunvirato ao lado de Pompeu e Júlio César. O erro de Crasso, que acabaria se tornando um adjetivo, foi sair de sua linha de batalha para ir conversar pessoalmente com o inimigo. Cortaram a cabeça do militar romano. Tudo isso antes mesmo do nascimento de Cristo.

Mas, deixando os detalhes históricos de lado, não perdemos a Copa por conta do problema de Ronaldo. Perdemos por não levar as peças certas.

Quando se fala em Seleção Brasileira, há muita política envolvida. Contudo, aqui no Leia não tem isso. Sendo assim, coloco abaixo os nomes que, na minha opinião, faltaram em 1998.

Djalminha, sem sombra de dúvidas, não podia ter ficado de fora. Um jogador mágico, que parecia ter olhos nas costas. As jogadas de Djalminha pelo Deportivo La Coruña formam um compilado inacreditável: assistências que mais parecem obras-primas.

Outro que, na minha opinião, deveria ter ido foi Alex. Injustamente apelidado de “Alexsotan”, foi um craque. Não vejo ninguém na Série A com a mesma capacidade que ele tinha. Alex, inclusive, ganhou uma estátua na Turquia.

Outro fora de série que deveria ter sido convocado era Juninho Pernambucano. Muitos dizem que Marcelinho Carioca foi o maior batedor de faltas de todos os tempos. Os números são incontestáveis, ainda assim fico dividido entre ele e Juninho — não sei dizer qual foi o melhor.

Por último, e tão importante quanto os demais, Marcelinho Carioca. O “Pé de Anjo”, assim apelidado por Silvio Luiz. Qualquer um que observe o que esse cara fez de 1994 até 2002 vai concordar que ele deveria ter ido.

À luz do tempo e da história, haverá preferências e opiniões diferentes. Ainda assim, para mim, esses jogadores deveriam ter sido convocados de qualquer jeito. Digo mais: com alguma expertise e escolhas certas, no segundo tempo poderíamos até ter feito uma remontada contra a França.

Mas o tempo é o senhor inexorável de todas as coisas. O Brasil perdeu, e a conta acabou recaindo sobre a convulsão de Ronaldo. Para mim, esse foi o menor dos problemas.

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