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CEAGESP oferece milhares de toneladas de alimentos que são importantes armas no combate ao diabetes

Trocar comidas ultraprocessadas por frutas, legumes e verduras é fundamental para o controle da hiperglicemia

Por: Redação
12/11/2025 às 22h40
CEAGESP oferece milhares de toneladas de alimentos que são importantes armas no combate ao diabetes

As centrais de abastecimento, como os 13 Entrepostos da Companhia de Abastecimento e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), na capital e no interior, acabam sendo uma espécie de "segunda farmácia" para os diabéticos. Isso porque cerca de 500 mil toneladas das mais de 3 milhões de toneladas de produtos hortícolas, além de ovos e peixes, comercializados por ano, são de alimentos considerados coadjuvantes no tratamento dessa doença crônica.

Alguns vegetais e proteínas comuns em nosso dia a dia ajudam tanto a controlar o apetite quanto a glicemia e a sensibilidade à insulina. Um exemplo disso está nas gorduras saudáveis, como as do abacate e as dos peixes ricos em ômega-3, como o salmão, a sardinha e o atum.

No ano passado, quase 50 mil toneladas de abacate passaram pelo Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), na capital paulista, a maior central de abastecimento da América do Sul. De sardinha, foram 5,2 mil toneladas; de salmão, 3,5 mil toneladas, além de quase 500 toneladas de atum.

No caso das frutas, os especialistas recomendam que se dê preferência àquelas com baixo índice glicêmico e ricas em fibras. Algumas queridinhas são bem populares, como o próprio abacate, ameixa, maçã, morango e pera. Outras não tão comuns também têm essas propriedades, como kiwi e mirtilo.

Salada saudável
Só para se ter ideia, no ETSP foram comercializadas 155 mil toneladas de maçã e outras 77,7 mil toneladas de pera em 2024. Passaram por lá também no ano passado cerca de 30,5 mil toneladas de ameixas e 4,6 mil toneladas de morango.

Aquilo que vai na salada também pode ser adaptado para ajudar na saúde de quem lida com o diabetes. Nesse caso, um destaque importante está nos brócolis, que igualmente têm baixa carga glicêmica e alto teor de nutrientes. Em 2024, passaram pelo ETSP 20,5 mil toneladas de brócolis.

Outros produtos corriqueiros e que ajudam no combate ao diabetes são abobrinha, acelga, alface, berinjela, couve-flor, quiabo, repolho e rúcula, com destaque em teores de fibras, índice glicêmico e quantidade de nutrientes, alguns deles inclusive auxiliando no metabolismo da glicose e no estímulo à produção de insulina.

Somente de repolho e de abobrinha, foram comercializados no ETSP no ano passado, respectivamente, 40 mil toneladas e 36 mil toneladas. 

Em casca
Em alguns casos, a forma de consumo é importante e é preferencial que verduras e legumes sejam consumidos crus e frutas, com casca, aumentando o teor de nutrientes e fibras ingeridos. Aumentar a porcentagem de vegetais na dieta é outra importante ajuda. Ovos, que a exemplo dos peixes são boa fonte de proteína, devem ser consumidos preferencialmente cozidos.

"Nenhum alimento in natura é proibido, especialmente frutas, legumes e verduras. No entanto, é fundamental observar a quantidade e a frequência de consumo", afirma Alexandra de Oliveira, nutricionista do Banco CEAGESP de Alimentos (BCA). Conforme a especificidade do quadro, o plano alimentar deve ser individualizado, sempre sendo consultado um nutricionista.

Conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), deve ser seguida uma dieta saudável e semelhante à recomendada para a população em geral. Entre os alimentos a serem evitados, estão ultraprocessados, bebidas e sobremesas açucaradas.

"É recomendado ainda priorizar alimentos integrais e fontes de fibras, como aveia, leguminosas e sementes", acrescenta Alexandra.

Dia Mundial e Nacional do Diabetes
Criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), em pedido à Organização Mundial de Saúde (OMS), 14 de novembro é o Dia Mundial e Nacional do Diabetes. Trata-se de uma homenagem a Frederick Banting, médico canadense que conseguiu isolar a insulina e aplicá-la em pacientes para tratamento, o que lhe rendeu em 1923 um Prêmio Nobel. Em novembro de 2025, ele completaria 134 anos.

A data também é oportunidade de jogar luz sobre um problema que, por vezes, chega silenciosamente. Na realidade nacional, isso se traduz em 20 milhões de brasileiros, considerando a contagem populacional do Censo 2022 (203.080.756) e a estimativa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de que 10,2% de nossos compatriotas sofram desse mal. Isso põe nosso país como o sexto em casos de diabetes em geral.

Infância e adolescência
Desses, a imensa maioria tem o chamado Tipo 2, quadro adquirido e que gera a resistência à ação da insulina. Neste quadro, as principais causas são falta de atividade física, obesidade e dieta não saudável, sendo mais frequente em adultos, mas ultimamente também tendo sua prevalência aumentada em crianças e adolescentes, exatamente devido ao consumo de alimentos ultraprocessados.

A minoria dos diabéticos brasileiros, na casa de 600 mil, sofre do Tipo 1, de fundo genético e origem autoimune, pois o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Nosso país é o terceiro colocado mundial em número de diabéticos de Tipo 1, diagnosticável principalmente na infância e na adolescência.

De acordo com o Vigitel, em 2023 o diabetes afetava 11,1% das mulheres e 9,1% dos homens, significando um aumento importante. No início da série histórica, em 2006, esses valores eram respectivamente de 6,3% e 4,6%.

A dimensão desse mal pode inclusive ser maior do que as porcentagens apontam, pois a IDF estima que 1 a cada 3 portadores não sabem que têm a doença. Se ela não for tratada, pode causar diversos prejuízos à saúde, como problemas cardiovasculares, cegueira, AVC, doença renal crônica, problemas de circulação e dificuldades de cicatrização. Em termos psiquiátricos, a depressão ocorre duas vezes mais do que em relação à média da população, significando que 20% do total de diabéticos poderá sofrer desse problema.

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SOBRE A CEAGESP

Empresa pública federal sob a forma de sociedade anônima, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e constitui importante elo na cadeia de abastecimento agroalimentar, permitindo à produção vinda do campo, de vários estados brasileiros e incluindo outros países, chegar com regularidade e qualidade à mesa das pessoas.
A CEAGESP conta com duas unidades de negócios distintas e complementares: entrepostagem e armazenagem, fornecendo a infraestrutura necessária para que comerciantes e produtores desenvolvam suas atividades com garantia de segurança, eficiência e serviços qualificados. É responsável pela maior rede pública de armazéns do Estado de São Paulo, com 12 unidades ativas em 11 municípios (Araraquara, Avaré, Bauru, Fernandópolis, Palmital, Presidente Prudente, São Joaquim da Barra, São Paulo, São José do Rio Preto, Tatuí e Tupã). Possui também 12 entrepostos no interior (Araçatuba, Araraquara, Bauru, Franca, Guaratinguetá, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba) e, ainda, o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), localizado na zona oeste da capital paulista, a maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul e pela qual todo dia passam aproximadamente 48 mil pessoas e 14 mil veículos.

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