
O retorno às aulas pode ser um momento de alegria e reencontros, mas também de muitas inseguranças para crianças com autismo, TDAH, deficiência intelectual ou outras condições do neurodesenvolvimento. Mudanças na rotina, novas exigências sociais e estímulos sensoriais intensos tornam esse processo ainda mais desafiador.
Por isso, é fundamental que as escolas estejam preparadas para acolher, adaptar e incluir com sensibilidade. Recursos visuais, rotinas estruturadas, uso de comunicação alternativa e ambientes reguladores podem fazer toda a diferença na permanência e aprendizado do aluno atípico.
Mas nada disso funciona sem o olhar atento do professor, que é peça-chave nesse processo. Por isso, cuidar da saúde mental e emocional dos educadores deve ser prioridade. Um professor que se sente apoiado consegue ter mais empatia, mais criatividade e mais recursos internos para lidar com as diferentes demandas da sala de aula.
Acolher o professor também é uma forma de incluir o aluno.
Que esse novo semestre venha com escuta, empatia e a certeza de que inclusão se faz todos os dias — com atitude, compromisso e coração.
Por Thainara Morales Andretta
Colunista colaboradora do Leia SB | Especialista em Autismo, Educação Inclusiva e Desenvolvimento Infantil